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De repente é dada uma notícia ruim, que terá um importante impacto em sua vida e na vida daqueles que te amam e amamos.
Diante de tantas questões, talvez esta seja uma das poucas certezas: Você pode e deve reagir emocionalmente ao diagnóstico de câncer!
Saber sobre si e sobre as suas emoções aumentará as suas chances de assumir a direção dos seus sentimentos.

As emoções e o câncer

Causas emocionais?

Cada vez mais compreendemos a saúde como algo multifatorial. O entendimento sobre o câncer faz parte desta visão. Portanto, não se deve afirmar que o câncer apareceu por causa de algum tipo de trauma sofrido. Se tem algo que você percebe que não está emocionalmente bem resolvido, não se culpe ao julgar que você, por não ter lidado com isso antes, causou o seu câncer.
Se percebeu algo assim, talvez essa seja a chance de você cuidar daquilo que não ficou ainda bem resolvido.

Estágios até a aceitação

Há diferentes estágios emocionais até que ocorra a aceitação da situação.
O tratamento geralmente já é pensado diante de um estado de certo choque emocional.
Depois pode haver um estresse importante, associado a medos e ansiedades do que está por vir.
Com o tempo uma certa tristeza e desesperança podem aparecer, até que uma aceitação genuína e maior enfrentamento da situação se estabeleçam. Podem durar semanas/meses e falar sobre isso, se organizar, pode ajudar!

Rede de apoio

Avalie e busque uma rede de apoio.
Cada vez que você pensar que poderá “dar trabalho” ou “depender” de alguém, vale a pena analisar a situação por uma outra vertente: as pessoas que gostam de você sentem-se de mãos atadas e fazerem algo por ou com você, pode também ajudá-las a passar por este período.

1. Com quem contar?

Verifique, até mesmo antecipadamente, quem são as pessoas com quem poderá contar ao longo do seu tratamento. Veja quem são os que te ajudarão nas coisas práticas, quem são aqueles que têm um bom ombro amigo e quem são os que te levantam quando você precisa.
Pense em como as tarefas podem ser divididas para você não julgar que está pedindo demais a alguém.

2. Com o que contar?

Com o que te faz bem e não faz mal a ninguém!
Levante as coisas que lhe fazem bem, como trabalho, vida social, lazer, atividade física, vida espiritual; e como poderá mantê-las, dentro do possível, neste período.

Enfrentando emocionalmente

1. Administrando a nossa empresa pessoal
As reações emocionais podem ou não estar relacionadas aos efeitos colaterais físicos da quimioterapia. Tenha em mãos um plano de ação: estabeleça antecipadamente como irá usar e organizar a sua rede de apoio.
No primeiro dia de quimioterapia, você não terá ainda muitas informações de como seu corpo reagirá. Mas desde lá, pode deixar as coisas pré-organizadas por alguns dias.
Quem sabe fazer parte do trabalho home office, se precisar, ou recrutar o pessoal da sua rede de apoio para ajudar a fazer mercado, passear com os filhos ou ajudar na arrumação da casa, por exemplo.

2. Lidando com as limitações
O seu tratamento é um processo. Para te ajudar a passar por ele, você pode usar algumas estratégias, como:
a. anotar em um calendário os dias do tratamento e riscar cada dia de tratamento cumprido;
b. pensar em como ocupará o seu tempo dependendo da sua disposição;
c. fazer uma pequena lista de tarefas com o que quer fazer ao terminar o seu tratamento e cumpri-las depois disso.
d. E o que mais achar que pode te ajudar!

3. Buscando tratamento emocional
Perceber que precisamos de uma ajuda profissional para lidar com as questões emocionais durante o diagnóstico, tratamento e/ou pós tratamento é também um sinal de autoconhecimento!
Existem diferentes concepções sobre o acompanhamento psicológico e psiquiátrico que podem te ajudar a procura-los quando necessário, ou podem fazer com que você fique distante, por alguns “pré-conceitos”.
Frente a isso, você tem uma arma poderosa: a informação.
Os profissionais que o acompanham geralmente são sensíveis e bem informados. Portanto, use-os!
Aqui vão algumas informações para você. Use-as para ser um paciente ou acompanhante bem informado ao recrutar a equipe que o acompanha.

– Sinais de entristecimentos muito prolongados, preocupações que não passam mesmo quando você usa os fatos para analisá-las, uma irritabilidade aumentada, por exemplo, são pontos importantes de serem abordados com a equipe. Isso pode configurar algum quadro de alteração emocional que demande tratamento específico;

– Se você realiza ou realizou ao longo da vida algum tratamento psiquiátrico é importante ficar alerta. Os dados mostram que quem tem história de quadro psiquiátrico pregresso, diante de situações mais estressoras, tem mais chances de apresentar novamente.

– Se fez ou fará uso de alguma medicação psiquiátrica ao longo do tratamento ou em fases de manutenção, não deixe de conversar com o seu oncologista ou farmacêutico clínico. Há medicações psiquiátricas que podem ser mais ou menos indicadas dependendo do tipo de tratamento oncológico que realiza.

Além disso, avalie e reavalie-se a longo deste período. Muitas vezes é um momento de revisão de valores e você poderá sair dele melhor do que entrou.

Psic Ms Danielle Rossini Dib
CRP 06/69311