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Câncer de ovário: quais os principais tipos e tratamentos?

Câncer de ovário: quais os principais tipos e tratamentos?
Autor(a): Ana Cristina Steinert
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Segundo estatísticas do INCA, o câncer de ovário é a sétima neoplasia mais comum nas mulheres do Brasil. Estima-se que no ano de 2019, 6,1 mil mulheres serão diagnosticadas com essa doença no país.

O tipo histopatológico do câncer de ovário depende da célula de origem do tumor. No ovário, as neoplasias podem se originar de células epiteliais, células germinativas ou células estromais. A maioria dos cânceres de ovário (95%) possui sua origem na célula epitelial desse órgão.

Tendo como origem nas células epiteliais, os seguintes quadros são possíveis:

  • Carcinoma seroso de alto grau (70 a 80% de todos os tumores de ovário);
  • Carcinoma endometrióide;
  • Carcinoma de células claras;
  • Carcinoma mucinoso;
  • Carcinoma seroso de baixo grau;
  • Tumor borderline.

 Já os quadros que têm origem nas células germinativas são estes: 

  • Coriocarcinoma;
  • Teratoma Imaturo;
  • Tumor de seio endodérmico;
  • Disgerminoma;
  • Carcinoma embrionário.

Por fim, os quadros com origem nas células estromais são estes: 

  • Tumores da célula da granulosa
  • Tumores de Sertoli-Leydig

 

Como o câncer de ovário é tratado?

Como em qualquer tipo de patologia oncológica, o tratamento depende de diversos fatores. No caso do câncer de ovário, os elementos a seguir são alguns dos quais o médico avalia para definir o que será indicado para cada paciente: 

  • Qual tipo de tumor
  • Qual o estadiamento
  • Qual a condição clínica da paciente
  • Outras doenças que a paciente possua
  • Se possui prole constituída
  • Status de menopausa
  • Se a paciente possui mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2
  • Tratamentos anteriores

 Para fins de simplificar, aqui falaremos somente do tratamento do tipo mais comum de tumor de ovário, o carcinoma seroso de alto grau. As modalidades de tratamento mais comumente utilizadas são cirurgia, quimioterapia e terapia alvo.

Confira a seguir mais detalhes desses métodos de tratamento para o câncer de ovário:

 

Cirurgia

A cirurgia tem papel fundamental no tratamento, diagnóstico e estadiamento. Na maioria dos casos, é necessário a ressecção dos dois ovários, das duas trompas, do útero, do omento (parte do peritônio) e às vezes de linfonodos. Dependendo do volume de doença, pode haver necessidade de cirurgias ainda mais amplas. O objetivo é, sempre que possível, retirar toda doença macroscópica observada durante o ato cirúrgico.

Sabe-se que quanto menor volume de doença residual, melhor o prognóstico. Consulte-se com um cirurgião oncológico.

 

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser utilizada de maneira complementar a cirurgia, para diminuir o risco de recidiva de doença. Ou pode ser usada com intenção de controle de doença quando essa não tem possibilidade de ressecção completa.

A classe farmacológica da platina é a mais ativa na neoplasia de ovário. Sendo utilizada tanto no tratamento adjuvante, neoadjuvante e no paliativo.

 

Terapia alvo

Um dos avanços recentes no tratamento do câncer de ovário, é o uso de terapia alvo com a medicação Olaparibe. Pacientes que possuam a mutação no gene BRCA1 ou BRCA 2 podem ter indicação dessa medicação, que impede as células tumorais de consertar os danos no DNA tumoral e com isso ocorre morte celular.

 O câncer de ovário é uma doença que exige cuidado especializado. Converse com o oncologista e com o cirurgião oncológico para que seja possível traçar o melhor plano de tratamento.

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