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Câncer de pulmão: quais os principais tipos?

Câncer de pulmão: quais os principais tipos?
Autor(a): Ana Cristina Steinert
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No Brasil, são estimados 31.270 casos novos de câncer de pulmão no ano de 2019. É o segundo mais frequente em homens e o quarto entre as mulheres, excluindo os cânceres de pele não melanoma.

O principal fator de risco para o desenvolvimento dessa patologia continua sendo o tabagismo, que estudos estimam ser responsável por até 90% dos casos.

O câncer de pulmão é dividido em dois grandes grupos, considerando a diferença morfológica entre eles e de prognóstico e tratamento, são eles: câncer de pulmão pequenas células e câncer de pulmão não pequenas células.

É essencial mais informações da neoplasia que o paciente possui (histologia, alterações genômicas, estadiamento) para avaliar e iniciar o tratamento adequado.

Para efeitos mais didáticos, dividiremos entre tipos histopatológicos e alterações genômicas.

 

Os principais tipos de câncer de pulmão

Carcinoma de pequenas células

Corresponde a 10-15% de todos os casos de câncer de pulmão. É um carcinoma neuroendócrino pouco diferenciado com alto grau de proliferação celular, conhecido também como “oat cell” carcinoma devido ao aspecto de suas células ao microscópio.

Esse tipo de tumor acomete quase que exclusivamente fumantes. Seu prognóstico é reservado, costumeiramente seu diagnóstico é feito em estádios avançados e a evolução do tratamento desse tipo de tumor tem sido lenta.

Depois de décadas sem novidades, em 2019 estudos clínicos foram apresentados mostrando benefício de associar imunoterapia ao tratamento quimioterápico nesse tipo de tumor.

 

Carcinoma não pequenas células

  • Adenocarcinoma: é o tipo de câncer de pulmão mais comum. É um carcinoma com diferenciação glandular. Seu principal fator de risco é o tabagismo, mas é o tipo de câncer de pulmão mais comum em não tabagistas. Nesse tipo de tumor, solicitar pesquisa de alterações genômicas como – EGFR, ALK, ROS1, BRAF – é necessário, pois essas alterações impactam no tratamento e ocorrem com uma frequência significativa nos pacientes.
  • Carcinoma escamoso: é o segundo tipo mais comum de câncer de pulmão. Origina-se de células epiteliais escamosas. O fator de risco mais importante é o tabagismo. Habitualmente, tem acometimento mais central. 
  • Carcinoma adenoescamoso: tipo de tumor que possui tanto componente de Adenocarcinoma, quanto componente de Carcinoma escamoso, sendo necessário que o componente em menor quantidade represente pelo menos 10% da lesão.
  • Carcinoma de grandes células: é um tumor indiferenciado, que não apresenta características citológica e arquiteturais e de imuno-histoquímica compatíveis com adenocarcinoma, carcinoma escamoso e carcinoma de pequenas células. É por isso, um diagnóstico de exclusão e por isso não pode ser feito somente com biópsia, faz-se necessário a ressecção da lesão.

 

Alterações genômicas

É importante pesquisar essas alterações genômicas nos cânceres de pulmão não pequenas células, principalmente nos adenocarcinomas, pois é onde elas ocorrem com mais frequência. Todas as listadas abaixo possuem terapia alvo liberada pela Anvisa.

  • Mutação de EGFR: afeta até 40% dos pacientes asiáticos, e de 10% a 20%, dos não asiáticos com diagnóstico de câncer de pulmão não pequenas células, principalmente no adenocarcinoma. Existem diversos tipos de mutação do EGFR, a maioria, é preditora de resposta à terapia com inibidores de tirosina kinase, mas existem mutações que demonstram resistência a esse tipo de tratamento.
  • Translocação de ALK: 2% a 7% dos cânceres de pulmão não pequenas células, principalmente nos adenocarcinomas.
  • Translocação de Ros1: 1% a 2% dos cânceres de pulmão não pequenas células, principalmente nos adenocarcinomas.
  • Mutação BRAF: 3% a 5% dos cânceres de pulmão não pequenas células, principalmente nos adenocarcinomas.
  • Fusão NTRK: 2% a 3% dos cânceres de pulmão não pequenas células.

O conhecimento sobre o câncer de pulmão aumentou muito nos últimos anos, e isso tem permitido avanços significativos no tratamento, aumento a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.

ONA

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