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Quimioterapia: o que é e como funciona?

Quimioterapia: o que é e como funciona?
Autor(a): Ana Cristina Steinert
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Saber o que é quimioterapia é fundamental para compreender um tratamento de câncer, já que essa é administrada em boa parte dos casos oncológicos. E um paciente informado é um indivíduo mais atuante em seu cuidado.

As células cancerígenas são células do organismo que, em momentos de divisão celular, sofreram mutações em seu material genético. Qualquer órgão do corpo pode desenvolver um tumor e as células do câncer podem se disseminar para outros órgãos, o que chamamos de metástases.

A quimioterapia pode ser recomendada como tratamento para a maioria dos tipos de câncer. É o médico quem toma essa decisão levando em conta as características clínicas do paciente, os tratamentos realizados anteriormente e o estágio da doença.

É importante salientar que a quimioterapia, diferente da radioterapia e da cirurgia, é um tratamento sistêmico. Ou seja, chega a todas as células do organismo.

Neste artigo, você conhecerá as principais particularidades da quimioterapia, como o tratamento é conduzido e como é a vida após ela.

 

Como funciona a quimioterapia?

A quimioterapia é utilizada para destruir as células doentes. No entanto, esse tratamento não atua somente nelas e, por isso, existem os efeitos colaterais relacionados à quimioterapia.

Existem diversos medicamentos quimioterápicos e eles podem ser usados de maneira isolada ou como combinação. Os remédios agem por diversos mecanismos durante o ciclo celular, alterando seu funcionamento e levando a morte da célula cancerígena.

A combinação a ser utilizada pode variar de caso para caso, mesmo pacientes que possuem a princípio, o mesmo tipo de câncer, podem ter indicações diferentes de tratamento.

A frequência de administração dos medicamentos da quimioterapia depende do protocolo prescrito. Há casos em que ela ocorre diariamente, semanalmente ou até a cada 2, 3 e 4 semanas.

Durante o tratamento, o paciente deverá passar periodicamente em consulta, para que possa ser avaliado a tolerância e resposta ao tratamento, e verificado os exames laboratoriais necessários. A quimioterapia segue a prescrição médica e é conduzida por profissionais de enfermagem em regime de internação ou ambulatorial.

A quimioterapia pode ser administrada de diferentes formas:

  • Via oral: os medicamentos são ingeridos pela boca, cápsulas ou comprimidos;
  • Intravenosa: através da rede venosa dos braços do paciente ou utilizando-se de cateteres de longa permanência inseridos previamente;
  • Intramuscular: quando a administração da medicação é feita nos músculos;
  • Subcutânea: a aplicação é feita no tecido logo abaixo da pele;
  • Intratecal: os remédios são administrados no líquido que banha o sistema nervoso central. Para tal, é necessário uma punção lombar ou a implantação de um cateter específico por um neurocirurgião. Poucas patologias têm a indicação de administrar quimioterapia dessa forma;
  • Tópica: através de cremes ou pomadas, aplica-se diretamente sobre a região da pele acometida pelo câncer;
  • Intra arterial: o quimioterápico é administrado na principal artéria fornece sangue para o tumor em tratamento;
  • Intra peritoneal: por meio de um cateter implantado na parede do abdome, a medicação é administrada na cavidade abdominal;
  • Intra vesical: a quimioterapia é administrada por uma sonda urinária diretamente dentro da bexiga.

Além disso, a quimioterapia pode ser recomendada como complemento a outros tipos de tratamento, como a radioterapia ou a cirurgia, conforme classificação abaixo:

Quimioterapia Neoadjuvante – usada antes de um tratamento cirúrgico, tem intenção de reduzir o tamanho do tumor e possibilitar cirurgias mais conservadoras, além de diminuir o risco de recidiva de doença.

  • Quimioterapia adjuvante: usada após o tratamento cirúrgico, tem a intenção de diminuir o risco de recidiva de doença;
  • Quimioterapia curativa: usada de modo isolado, para doenças que podem ser curadas somente com a quimioterapia;
  • Quimioterapia paliativa: usada para pacientes, quando o câncer não pode mais ser curado, mas é possível controlar a doença, oferecendo mais tempo e qualidade de vida através do controle dos sintomas da doença;
  • Quimioterapia concomitante a radioterapia: usada para potencializar os efeitos da radioterapia.

 

Quais os efeitos colaterais da quimioterapia?

Como falamos anteriormente, por não ter especificidade às células cancerígenas, a quimioterapia também pode impactar as células saudáveis. Isso acaba provocando efeitos colaterais no paciente que precisam ser conhecidos por quem inicia um tratamento como esse. Essa informação auxilia na detecção precoce dos mesmos e com isso diminui risco de complicações mais graves.

A seguir, listamos alguns dos efeitos colaterais que podem ocorrer durante o tratamento quimioterápico:

  • queda dos cabelos;
  • anemia;
  • queda da defesa;
  • baixa das plaquetas;
  • diarréia e/ou intestino preso;
  • cansaço;
  • alteração na pele: ressecamento, escurecimento;
  • flebite (inflamação nas veias);
  • diminuição da libido;
  • infertilidade;
  • enjoo e vômitos;
  • alteração do paladar;
  • alteração de sensibilidade nas mãos e pés.

Os efeitos colaterais dependerão dos remédios de quimioterapia prescritos e da condição clínica do paciente. Medicamentos diferentes possuem chance de efeitos colaterais diferentes, assim como paciente diferentes, mesmo que usando o mesmo tipo de medicação podem apresentar reações diversas.

 

Quais cuidados devem ser tomados durante a quimioterapia?

Quando realizando quimioterapia, não é necessário que o paciente modifique toda a sua rotina para realizar o tratamento, mas algumas coisas podem precisar ser alteradas.

O afastamento do trabalho não é obrigatório, mas pode ser necessário diminuir o ritmo. É muito importante, respeitar os seus limites.

Além disso, pacientes em quimioterapia não devem retirar as suas cutículas, que são defesas físicas do nosso organismo, e sua manipulação aumenta o risco de infecção.

Outro cuidado que vale a pena mencionar é o de, nas primeiras 48 horas após o término da administração dos medicamentos de quimioterapia, ao ir ao banheiro, o paciente deve dar duas descargas, sempre com a tampa abaixada. Isso evita a contaminação do ar por resíduos de quimioterapia.

A pele também precisa ser protegida. Se todas as pessoas já devem usar protetor solar todos os dias, para os pacientes em tratamento quimioterápico, isso é ainda mais importante. Não importa se está sol ou chovendo, se você vai sair ou ficar em casa, use o filtro solar todos os dias.

Esses são alguns cuidados que merecem ser tomados, existem outros. Converse com a seu médico e com a equipe multidisciplinar que lhe assiste.

 

Como é a vida durante e após a quimioterapia?

Exceto no caso de quimioterapia por internação, o tratamento não precisa impactar significativamente o dia a dia do paciente. É possível se dedicar ao lazer e ao trabalho normalmente, bastando consultar a opinião do médico a respeito das especificidades do caso.

O próprio corpo se encarrega de eliminar as substâncias medicamentosas utilizadas na quimioterapia. Isso ocorre principalmente por meio da urina, mas também pode acontecer pelas fezes, vômito, suor, lágrimas e sêmen.

A finalização do tratamento é feita pelo médico a partir da evolução dos resultados observados. As características do período pós-tratamento do câncer variam de paciente para paciente, especialmente dependendo da intensidade com que a quimioterapia afetou o corpo.

A vida após a quimioterapia deve ser encarada como uma nova fase, sendo essencial equilibrar a saúde física com a mental e voltar a estudar, trabalhar e conviver com pessoas queridas.

Absorver informações relevantes é algo que faz muito bem à saúde. Tanto o paciente, quanto quem acompanha o tratamento com ele, precisa conhecer as particularidades da quimioterapia, já que se trata de uma ferramenta importante para a luta contra o câncer.

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