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Tipos de câncer de próstata: quais as principais diferenças

Tipos de câncer de próstata: quais as principais diferenças
Autor(a): Clínica Oncocenter
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O câncer de próstata é o segundo tumor mais incidente em homens, com uma estimativa de 1,1 mil novos casos ao ano no mundo e mais de 300 mil mortes. No Brasil, estima-se 66 mil casos novos em 2020, com 15 mil mortes.

Geralmente, a suspeita da doença ocorre quando há alteração dos valores de PSA (antígeno prostático específico sérico), devendo serem feitos exames para investigação dos possíveis diagnósticos diferenciais. Se confirmada a possibilidade de uma neoplasia ou em casos de dúvida diagnóstica, deve-se realizar uma biópsia de próstata. 

Através do resultado anatomopatológico, define-se se há ou não câncer e seu tipo histológico. O tipo mais frequente é o Adenocarcinoma de Próstata, o qual corresponde a 95% dos casos da doença. Outros subtipos mais raros são os tumores neuroendócrinos ou com diferenciação neuroendócrina, urotelial e carcinoma intraductal. 

O Adenocarcinoma é classificado de acordo com o Escore de Gleason, o qual correlaciona as alterações estruturais celulares com o comportamento biológico tumoral e é utilizado como um fator prognóstico. O Escore de Gleason varia de 1 a 5, sendo a nota 1 correspondente ao tumor com células bem diferenciadas e com melhor comportamento biológico e a nota 5, ao tumor com celularidade pouco diferenciada e, portanto, com comportamento mais agressivo. As notas 2, 3 e 4 são níveis intermediários de diferenciação.

Em decorrência da grande heterogeneidade celular desse subtipo tumoral, cada tumor recebe duas notas de Gleason, correspondentes as alterações celulares mais frequentes. Essas duas notas são somadas, e tem-se o resultado final que pode variar de 5 a 10, sendo 5 os tumores biologicamente mais indolentes e 10 os tumores mais agressivos.

Recentemente, foi adotado um novo sistema de graduação, o ISUP, com intuito de melhorar a acurácia da estratificação de risco de cada paciente. Essa nova graduação utiliza os dados do Gleason para classificar os pacientes em 5 grupos:

  • Grupo 1: Escore Gleason menor ou igual a 6 
  • Grupo 2: Escore Gleason 7 (3+4)
  • Grupo 3: Escore Gleason 7 (4+3)
  • Grupo 4: Escore Gleason 8 (4+4; 3+5; 5+3)
  • Grupo 5: Escore Gleason 9 a 10 (4+5; 5+4 ou 5+5)

O grupo 1 corresponde aos pacientes portadores de tumores de próstata histologicamente bem diferenciados e biologicamente indolentes, e que os classificados como sendo Grupo 5, são os tumores mais indiferenciados e agressivos. 

O diagnóstico histopatológico é de extrema relevância na prática clínica, pois através dele consegue-se definir o tipo de neoplasia de cada paciente e, com isso, traçar um plano terapêutico. 

Ao elaborar uma estratégia de tratamento, leva-se em consideração as condições clínicas do paciente e o perfil de agressividade de cada neoplasia.

Geralmente, tumores de muito baixo risco (Escore Gleason menor que 6) são passíveis de vigilância ativa. Já as lesões classificadas com escore maior que 6 estão sujeitas a tratamento cirúrgico, radioterápico, hormonioterapia e quimioterapia, a depender de cada caso e de acordo com os riscos e expectativas de cada paciente. Quanto maior o perfil de agressividade de cada tumor, maior também será o arsenal terapêutico utilizado para combatê-la. 

Em resumo, a biópsia de próstata é fundamental para o diagnóstico de neoplasia maligna. Cada paciente possui um subtipo histológico com diferentes perfis de agressividade e respostas às diversas ferramentas terapêuticas.

É muito importante que você as discuta com seu médico oncologista e ter um acompanhamento multidisciplinar com uro-oncologista e radioterapeuta, a fim de definir a melhor estratégia de forma individualizada e personalizada.

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